sábado, 7 de agosto de 2010

Dia 2

Ida ao hospital com a filhota mais nova.

A ida ao hospital só por si já é complicada para mim porque me sinto tão desconfortável que imeditamente essa situação é uma forte potenciadora de um ataque de pânico.

Tenho muita dificuldade em estar sozinha em qualquer sitio, quando digo sozinha leia-se sem alguém que me é familiar proximo de mim, um amigo, ou familia...

Mas a situação exigia que estivesse forte e com o auto-controlo no máximo, a minha filha precisava de mim lá com ela.
O meu marido ainda disse "eu vou com ela não te preocupes", mas eu não quero ser aquela mãe que por medo de ter um ataque de pânico não acompanha as filhas ao hospital, ou à escola, ou ao médico...
Recuso-me a ser essa pessoa, as minhas filhas merecem o melhor, e o melhor de mim.

Lá fui.
O meu marido fez-me a promessa que estaria lá fora á nossa espera e que não ia embora, para eu ir tranquila que ele estava lá.
Isso deu-me forças e consegui ir com a minha princesa ás urgências, tratar de tudo e vir embora com a sensação de "mais uma pequena batalha ganha".

A minha vida é isto.
Pequenas batalhas diárias... umas que consigo vencer, outras nem por isso.
Uma simples ida ao Supermercado pode ser uma vitória para mim.
Por causa do Sindrome do Pânico desenvolvi também Agorafobia, que é o medo de espaços grandes, cheios de gente... a minha casa é o meu lugar seguro, apenas lá me sinto perfeitamente bem, livre de medo.

Não tomo qualquer medicação, nunca tomei.
Foi uma escolha que fiz.
Incompreensivel para muitos porque acham que a medicação é indispensável, mas enquanto conseguir lidar com isto à minha maneira, assim o farei.
Tomo apenas em SOS o Victan que é o meu melhor amigo em situações de crise, fora isso, não tomo mais nada.

Ninguém nunca disse que a vida era fácil pois não?

Um beijo.

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