Há tanto para contar...
Tanta coisa já mudou e tantas outras continuam iguais.
Após o ultimo post publicado eu passei talvez aquela que foi a pior fase na minha vida.
Conforme vos contei, aquele ataque de panico despoletou um crescendo de coisas más que tomaram conta da minha vida durante aproximadamente 4/5 meses.
Após aquele ataque de panico, eu deixei de conseguir ir para o trabalho, deixei de conseguir sair de casa, e só com muita dificuldade é que conseguia estar sozinha... tinha sempre que ter a companhia de alguém para me sentir minimamente "segura".
Voltaram as consultas no Centro de Saude com a minha médica a intupir-me de antidepressivos (que nunca tomei), voltaram as discussões me casa com o marido que nunca compreendeu este meu estado, e principalmente custava-lhe a total disponibilidade que tinha quer ter para comigo... o facto de após o jantar não poder ir tomar um café, de no Sábado de manha não poder ir ao futebol... dizia que estava "sufocado" pelas consequencias do meu estado... tão sufocado que após tantas e tantas discussões acabou por sair de casa... e eu fiquei da pior forma e a que mais temia: sozinha.
Passei mal... muito mal.
Sentia-me a pior pessoa do mundo, sentia que nunca iria encontrar ninguém que me quisesse porque me sentia uma aberração diferente de todas as outras pessoas, e que ninguém iria ter paciencia para me aturar.
Os dias passavam e a sensação apenas piorava...
Até que, decidi parar de ter pena de mim propria!
Até que comecei a ganhar coragem.
E essa coragaem surgia de forma galopante em mim, vinda sabia lá eu de onde.
Acredito que hoje que quando estamos no fundo do poço e único caminho é mesmo a subida... e foi por esse caminho que eu escolhi ir.
Comecei a trabalhar novamente.
Comecei a sentir confiança em mim e a controlar melhor os ataques de panico.
No primeiro dia em que voltei ao trabalho, quando estava a estacionar o carro para entrar, chorei, mas esta vez de felicidade por ter conseguido ultrapassar uma barreira que á meses atrás me parecia intransponível.
Comecei a acreditar que os milagres existem e que com força de facto conseguimos ultrapassar muitos obstáculos.
O resto, conto no proximo post ;-)
Beijos.